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Pagina Pessoal de poesia - Poesias registradas. e-mail: luadeprata@hotmail.com Meu nome e Neida Moraes, tenho 35 anos e este blog nao destina-se tao somente a mostrar meus escritos. Atraves deste espaco espero colher opinioes sobre estas emocoes transpostas e fazer novos amigos! Nao esquecam de clicar nos LINKS com as datas das postagens das poesias, pois algumas nao ficam disponiveis.

quinta-feira, maio 29, 2003

ARDENTE

Neida, Novembro/1994


Em alguns instantes

Te amo,

N´outros

Enlouqueço,

Esqueço tal dor.

Te empresto

Meus olhos,

Fico cega de amor.

Num momento, penso;

N´outro não falo,

Esmago o tremor.

Vacilo,

Me entrego,

Me nego,

Sou toda ardor!

Por um tempo

Me calo...

Se corro

Ou fico

Se paro ou vou

Alucino

Desatino

Demente de amor!

quarta-feira, maio 28, 2003

MÃES DO MUNDO
10/05/2000

Mães de todos os rostos,
Todos os gestos,
Toda ternura...
Mães de muitos talentos,
Contentamentos,
Tristezas,
Humanas...
Mães fortes,
Frágeis,
Indóceis,
Suaves...
Mães férteis,
Fecundas, estéreis,
Intensas,
Profundas,
Cheias de sonhos.
Embalam seus filhos,
Donas do mundo!
Mães repletas
Da dor africana
Da fome que mata,
De rosto perdido
No meio da dor.
Mães da terra,
Na guerra,
Teu nome é... amor!
SILÊNCIO

Silêncio sepulcral
Tine em ecos
Bate, corre por todos os lados.

Alma atordoada
Acordada
Noite afora.

Flecha sem rumo,
Silêncio.

Direção certa:
Coração trespassado.

Neida, 13/04/03, 15:49h
HAICAI 2

Poesia
Veneno
Destilado
Sobre
A minha vida.

Neida, 12/04/03, 22:11h


INVÓLUCRO

Acolho vozes de outrora
destravando os freios da memória.

Pálida luz de lua fria
contempla beijos incontidos
madrugada afora.

Abro o cofre inerte
soluçando saudades inúteis.

Bebo a crua taça
estranhamente doce
de meus segredos.

Desnudo alma
em minha entrega.

E finalmente choro
absurdamente abraçada
a mim mesma.

NEIDA, 22/08/2001
HAICAI 1

Poesia,
Essência
Destilada
Da alma,
Em demasia.

Neida, 12/04/03, 22:10h


ESPELHOS

Olhos refletidos no
Espelho estilhaçado
De minha alma.

Cada pedaço
Ferido
De sangue
E carne
Que sorvo
Desesperada.

Espelho quebrado
Décadas tecidas
No nylon
Das algemas.

As grades
Em torno de mim
São reais?

Prisioneira sutil
De tempo/espaço
Atemporais.

Cada segundo
Entorpecido
Em que decido ir
E me sinto ficar
No casulo/prisão
Que fiz
Para os meus sonhos
Nunca acontecidos...

Cada segundo
Do tempo contado
Dos homens
É século
Arrebentado
Arrebatado
No meu peito
Insone.

Neida, 12/04/03, 21:45h
Poema Triste

Minha caneta escreve
Versos tristes.
Incontida
Neles me visto
E deles me dispo.

Revisito espaço
Peito, jardim, flor.
Derramo lágrima
Água, soro, amor.

Minha caneta escreve
Versos tristes.

E eu apenas choro.

Neida, 07/04/2003, 10:35h. a.m

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