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Pagina Pessoal de poesia - Poesias registradas. e-mail: luadeprata@hotmail.com Meu nome e Neida Moraes, tenho 35 anos e este blog nao destina-se tao somente a mostrar meus escritos. Atraves deste espaco espero colher opinioes sobre estas emocoes transpostas e fazer novos amigos! Nao esquecam de clicar nos LINKS com as datas das postagens das poesias, pois algumas nao ficam disponiveis.

sábado, junho 21, 2003

DESEJOS
Neida, RJ

Domar
Minha ânsia e meu temor,
Me despir,
Sentir teu amor!

Me entregar,
Ofegar, respirar,
Inspirar
Esquecer a dor!
Pensar que o futuro
Será nosso...

Relembrar meus delírios,
Ser intensa de novo
E delimitar os quatro cantos.
Ser, dentro deste espaço,
Tudo que minha fantasia permitir!

E, depois de tudo,
Me abrigar nos teus braços,
Sentir toda a ternura,
Toda a loucura:
Ser todo o seu ar
De novo te afagar
De novo te acender
De novo te amar!
NADAS
Neida, RJ, 02/08/1984 (Ah! Meus 15 anos...)

Vagando nas asas do momento
Vivendo e voando e morando no vento
Qual sombra que exalta as forças do tempo,
Do sonho que vaga entre as folhas
Nesse redemoinho da rosa dos ventos.

Ei, onde foi parar feliz-cidade?
Não sei onde foi, o que foi,
Se não foi a idade...

Ela foi tragada num abismo
E eu aqui cismo e cismo
A procurar entre os escombros
Nos rombos de tempo restados
Na guirlanda de sonhos inacabados,
Em espaços de tempos intercalados.

E daí a boca soltou o murmúrio
De grito, de revolta estonteada,
Caída da garganta, estatelado.

Gritar, de quê adianta?
Se, na garganta, esse grito engasga,
Não solta o marasmo, não larga o tédio.
E, nesse engasgo, me pego no assédio
Aos sonhos tão ternos, esfacelados,
Que, mortos de medo e desgarrados
Retornam ao meu peito, tão pródigos.

Não resisto, me entrego,
Insisto e abraço de novo.
Não ligo, largo a emoção entre as vagas,
Nos nadas soltos no nada
Que sempre me levam e retornam ao nada.
SEM TÍTULO
Neida, RJ, 20/06/2001

Tudo é intenso
Tudo é imenso,
Menos o pequenino
Cofre de minhas memórias.

Rompe-se o cadeado
Derrama
Em minha vida,
Torturas do tempo.

Cravo meus dentes
No sonho,
Domando-lhe força.

Firo os pés
Na desesperada corrida.

Impossível domar
O tempo
E encarcerá-lo em mim.
ESCOMBROS
Neida, Goiânia, 12/02/1999

Despi a língua
De floreios:
Rasguei verbo, folhas,
Sorvi mágoas.

Teus olhos à minha frente
Implodindo minha tênue calma.
Mãos, minhas mãos,
Sôfregas,
Percorrem o espaço,
Abreviam a distância,
Mergulham no vácuo.

A saudade me faz delirar,
Esquecer distância,
Me entregar,
Pensar que a sombra
Ao meu lado é sua.

Torno a calar a língua,
Recolho as palavras,
Abraço os escombros
Do meu naufrágio de nós.
SAUDADE
Neida, Goiânia, 24/11/1998

Da fria saudade
Posso dizer tudo.
Posto que o gelo
Que toca minh´alma
Em pontiagudas
E ferinas rochas
Já e rompeu a noite.
E as feridas rotas
Já inundou,
Abriu todas
As comportas,
Rasgou o véu
E destruiu as portas.

Da saudade tudo,
Posso dizer tudo,
Esquecer tudo
E tudo eternizar:
Na ponta de um dedo
Num toque de mão,
Na súbita lembrança
Suave brisa
Num acalanto
Canto.

Da saudade alegre
Tudo posso calar.
Guardar na memória
Toda a festa.
Cerrar cortinas
Cerrar os olhos:
Deixar as luzes
Por todo lugar!

Da saudade tua
Já não posso falar...
Porque águas
Traem o meu soluçar.

Da saudade tua
Só permito o sentir:
Abraçar palavras
Compreender distância
Beijos imaginários
Jamais sentidos,
Volver o espaço
Te trazer prá perto,
Te deixar ficar...
... reverberando na minha vida!
DESPEDIDA III
Neida, RJ, 24/03/99

Escrevo em letras douradas
O sonho breve,
De loucura tomado.

Desbravado, tonto.

Dispo de mim a ilusão.
Trêmula, penso na vida
Como passagem,
Eu, passageira clandestina.

Dura, tensa, tênue paz.

Vejo meus dias loucos,
Beijo meus sonhos
E deles me despeço.

Abraço a vida
E desejo a morte.
Me despeço da vida,
Me deseje sorte!
DESPEDIDA II
Neida, RJ, 10/04/2000

Não há sombra
Nem dúvidas,
Quiçá pálidas certezas!

E nessa despedida
Nem um último olhar.

Apenas o ruído
Da porta se fechando
Sem réstia de luz.

sexta-feira, junho 20, 2003

DESPEDIDA
Neida, RJ, 20/03/2000

Busquei
No âmago da flor
Sua vida, sua força,
Sua cor.

Abri as portas e janelas,
O perfume
A invadir frestas.

O corpo, em frenesí,
Delirando um amor
Incabível,
Impossível.

Dobrei pernas
Sob o sal.

Acenei a despedida,
Adeus sem volta.
Ao sair, bati a porta,
Volta na chave,
E a chave ao mar.
BÚSSOLA LOUCA
Neida, RJ, 15/03/2000

Enfim se fez
E se desfez o fio;
O fim, o desfecho
Da estória.

No pó do caminho
O carinho furtado,
Nunca recebido.

Apenas o amargo tom
Da certeira flexa
Que perpassa os nossos rumos,
Da bússola louca,
Minha e sua,
Que nos fez
Errar as trilhas
Destilar ilhas,
Desistir de nós.
CLAUSTROFOBIA
Neida, RJ, 28/11/2002

Já não falo de saudades
Nestas horas mortas.

Cobri de cal,
Terra,
Há muito,
Todo sonho.

Fiz de todo instante
Breve canto,
Leve manto.

Quis abraçar mundo,
Rir repetidas vezes.

... eu,
Claustrofóbica de mim.
O ESPELHO E EU
Neida, RJ, 23/04/2002

Vejo no espelho
Este meu rosto de hoje.
Perfeita máscara
A domar o tempo.

Não o tempo cronologicamente
Contado, passado.
Mas o tempo
Sentido, vivido,
Aprendido, trilhado.

Este rosto de hoje
E suas marcas
De gritos silenciosos,
De ritos e cultos.

Este espelho físico
Não revela dores,
Oculta amores,
Encarceradas vidas
Cortando a minha.

Fecho as travas
Dos olhos
À custa de muita força.
Esta mulher do espelho sou eu, ainda, eu sei!

Sem ilusões desesperadas,
Sem esperas.
Sem amarras visíveis
A seus risíveis amores.
MÃE
Neida, RJ, 23/04/2002, 12:21am
P/ a minha mãe, Maria Branca, morta uma semana antes.

M ãe
A s luzes se apagaram.
R ecordo
I nfância e
A braços.

B usco as
R espostas,
A fagos
N ús,
C laustro de
A mor.

M ãe, as luzes...
A braço os sonhos
E te trago prá perto.
RIO DE MIM (ironia!)
Neida, Goiânia, 26/11/97

Há um rio que corre em mim
Um rio que é feito corte
Um rio que é pura dor
Um rio tinto de sangue
Um rio que beira a morte.
LUZES E SOMBRAS
Neida, Rio de Janeiro, 08/10/2002

Jogo de luzes/sombras,
Clara noite,
Dia negro.

Calo claras vozes,
Firo dedos, alma.

Destoa, ainda,
Aquele sentimento antigo.

E eu, dona de mim,
Vejo as grades férreas.
Prisioneira do tempo,
Viajante de hoje.

Dura carcereira
De indomáveis dias!

E eu, dona de mim,
Alma cativa,
Presa do ontem.

quarta-feira, junho 18, 2003

O TEMPO E O VENTO
Neida, 08/04/1999, 20:12h

Rapidamente
O tempo insone
Volta.
Me traz lembranças
à deriva.
Restos soltos
De amor, juventude, alegria.
Prendo os pés ao vento
E corro, como sempre,
Em meus sonhos.
Olho os olhos marejados
De ilusões, de enganos,
Tentativas.
Finco os pés nos sonhos
De nunca.
Desesperada sorvo as manhãs
De tudo.
ALMA
Neida, em 09/01/1998, 20:52h

Minha alma
quer chorar.
Calidamente chorar,
Violentamente chorar,
desfazer a dor.
Minha alma
quer tudo...
Sorrir sem motivos,
Destroçar a memória
e seus calabouços.
Hoje minha alma errante
Não deseja dançar...
Somente acompanhar
a trajetória da chuva,
Toda a chuva
que a inunda.

Segue abaixo uma tentativa de tradução para o inglês. Uma amiga me ajudou, mas não sei se ficou bom...

My soul
Wants cry...
Slowly, softly cry,
Violently cry,
Undo the pain.
My soul wants everything,
Smile without reasons,
to smash up, to destroy the memory
And your dungeons.
Today, my wandering soul
Don´t wish to dance,
But only to see,
To watch the trajectory,
The course of rain,
All rain that
is in my soul
(the rain that to flood?? To inundate my soul??)
(EMOÇÕES - SEM TÍTULO)
Para o meu amor...

Olhei em seus olhos,
Lagos de tanta beleza,
Beleza grandiosa
A invadir meus dias...
Luz intensa a me guiar!

Mergulho sem medo,
Me entrego às ondas,
Peito saciado,
Corpo saciado,
Alma saciada!

Trançar minhas pernas às suas,
Prazer alucinante.
Olhar seus olhos
E mostrar, com os meus ,
Toda a ternura
Que me invade...

Dono de meus novos dias,
Vem, meu amor!
Dono de meus novos dias....

Estes dias de renovado
Sentimento,
Dias de abraçar vento,
Dissipar as tempestades
Só com o calor de suas mãos
No meu corpo!

Dias de abraçar o sol
De seu corpo,
Que espanta o inverno!

Dias de abraçar a luz,
Toda a luz do seu sorriso
Que iluminou a minha vida!

Dias de afastar a escuridão
E brilhar mais que o instante
Único, incomparável,
De amar você!

Neida, 16/06/03, 22:08h

quarta-feira, junho 11, 2003

MIRAGENS
Goiânia, 06/01/1999, 16:20h.

Tantas vezes olho minhas mãos vazias
E o peito intenso de emoção.
Tento um abraço, no vácuo,
De braços irremediavelmente abertos.

E mergulho os meus em olhos imaginários
Tão completos de doçura ímpar.

E busco com voracidade estes sonhos
E deles depende a diferença minha
Entre viver ou fenecer...

Teço montanhas
E as galgo, descalça,
Ferindo os pés, carpindo-os.

Vejo marés fluindo em minha vida,
Em cada uma delas,
De imensa colcha de espuma
Faço, desfaço as ondas
Num toque de dedos, na palma da mão.

Cerro meus olhos
Mas a visagem não some...

Ensaio desajeitada corrida
Em busca de um oásis
Sem olhar direção...

Só a emoção, batendo,
Refluindo, se arrebentando no meu peito
E meu peito arrebatado
De imenso amor...

sábado, junho 07, 2003

Acróstico: Sozinha

Neida, Goiânia, 22/07/1999, 2:40 A M.


S ubitamente ouço todos

O s ruídos da noite deserta

Z umbindo,

I ntensa e insuspeita clarividência.

N ascem as

H oras turvas, passam

A s horas mortas... eu esquecida dentro delas!

segunda-feira, junho 02, 2003

MORTES
Neida, em 18/05/02

Hoje não quero falar
de coisas mortas
sentimentos mortos,
anos mortos.

Não quero insepultar
amor morto,
lágrimas amorfas,
vela queimando os dedos.

Hoje não quero
despedaçar flores rotas,
pisar jardins,
derrubar árvores.

Hoje não desejo chorar
todas as Vidas,
todas as Mortes,
todos os berços e lápides
epitáfios
do meu peito.

domingo, junho 01, 2003

VERSOS
Neida, 09/10/02

Volúvel verso
Treme
Incontrolável,
Rompe o véu
Encoberto,
Escrevo.

Viro do avesso
O flexível verso.
Teço, mexo,
Remexo,
Me exponho.

Voluptuoso,
Caudaloso verso.
Dispo letra por letra,
Cuspo palavras,
Regurgito alfabeto
Ruminando,
Peito aberto,
Vôo cego,
Rumo incerto.

Caneta, mão,
Espaço
Meço.

Claustrofóbico verso
Parte, ressoa,
Retorna, ecoa
Desperto.

Vôo cego
Rumo incerto
Verso por verso!

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